quarta-feira, 17 de agosto de 2011

RESPEITO

Retomando o assunto do post anterior, sobre casamento e fidelidade. Este post, na verdade, a princípio, giraria em torno desse aspecto, mas resolvi discorrer sobre um outro assunto que igualmente me incomoda, e percebi que, na verdade, tudo faz parte de um só tópico: RESPEITO.

Bom, partindo do programa citado do início do post anterior: uma senhora, cujo nome não sei, pois não me detive assistindo à reportagem, foi entrevistada num programa de auditório noturno. Seu feito? Era dona de um (entre vários existentes no país) site de relacionamento para pessoas casadas. Ou seja, é igual aos milhares de sites de relacionamentos que existem por aí, a diferença é que este é voltado exclusivamente para pessoas casadas que procuram amantes igualmente casados, pois assim, ambos tem como encaixar seus horários para encontros. E você precisava ver com que o orgulho a tal senhora se apresentava! Bom, não sou nenhum puritano, longe de mim, mas aí eu me pergunto: onde está o respeito? Sim, porque acredito que quando você se casa com alguém é porque aquela pessoa te faz bem, ou te faz feliz, ou qualquer que seja o motivo, mas deve haver, pelo menos, respeito por aquele com quem você compartilha sua vida. Uma coisa é você encontrar alguém com quem role uma tremenda atração e daí você resolve dar uma puladinha de cerca; outra coisa é você entrar num site exclusivamente para casados com a finalidade de trair seu cônjuge. Se não consegue trepar só com uma pessoa porque se casou? (Aqui vale um passeio pelas proposições expostas no post anterior). Não é muito mais tranqüilo (e seguro) ficar solteiro e pegar quem você tá a fim? Repito que não são falsos pudores de minha parte, mas sim indignação com a enorme falta de respeito para com o próximo. Se o motivo pelo qual se casou é comodismo (ter roupa lavada, comida pronta, casa limpa), pague alguém para fazê-lo. Sai mais barato e lhe dá menos dor de cabeça.

Levando a questão do respeito (ou da falta dele), para outros âmbitos, percebemos como o ser humano perdeu o respeito para com o próximo. Concluo isso pelas observações do dia-a-dia.

Exemplo 1: Uma parada de ônibus em lugares de grande movimento, como portas de shoppings e de escolas: o espaço que a gente tem já é pequeno para dezenas de pessoas que aguardam o ônibus, ainda temos que dividi-lo com vendedores de DVDs piratas com aquele mostruário imenso que mais parece uma videolocadora portátil, com vendedores de guloseimas e de churrasquinho, e muitos, achando pouco, ainda distribuem mesas e cadeiras no exato espaço onde o ônibus para.

Exemplo2: Pessoas ouvindo som no ônibus. Não me refiro a seu som particular nos fones, falo daqueles que não respeitam a pessoa do lado e põem seu forró ou seu axé, ou pior ainda, sua música religiosa, para que todos no ônibus ouçam. Cacete, eu não sou obrigado a ouvir a merda do som que você está ouvindo, então respeita meu direito e ponha um fone de ouvido!

Exemplo 3: Bate papo de internet: As pessoas se acham no direito de invadir sua vida. Tipo, já nas primeiras trocas de palavras , já querem que você passe seu endereço, número de telefone, sua página do orkut, como se a gente pudesse confiar naquela pessoa que está do outro lado do computador. Podem me chamar de grosso quem quiser, mas diante de um pedido desse, eu sou muito claro e respondo: “Meu amigo, eu acho Orkut algo muito pessoal. Não vou te passar porque não conheço você.”.

Esses são apenas três exemplos entre tantos outros, como pessoas se acotovelando na rua sem pedir desculpas, atravessando nossa frente sem pedir licença, pedindo coisas sem utilizar o “por favor”; enfim, coisas que nossas mães nos ensinam quando somos crianças, porque respeito com o próximo a gente aprende em casa.




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