Eu já tinha lido algo a respeito dela (falando mal, claro), mas nunca tive o (des)prazer de vê-la em cena. Ontem, por acaso, vendo o VT do Rock in Rio, parei um pouco para conhecê-la. Descobri que eu não estava perdendo nada. Nem vale a pena escrever sobre uma pessoa que canta uma música cujo refrão é "I ammmm a cannniibbaalllllllll!". Fiquei tentando compará-la com algo (ruim) que eu conhecesse. Me peguei analisando: "Ela é uma Lady Gaga Trash... Não, Lady Gaga já é Trash! Ela é uma Lady Gaga Bizarra. Não, não... Lady Gaga já é Bizarra. Ela é uma Lady Gaga... Pobre! Pronto! É isso!"
O post termina aqui. Não precisa de fotos.
sexta-feira, 30 de setembro de 2011
quarta-feira, 17 de agosto de 2011
RESPEITO
Retomando o assunto do post anterior, sobre casamento e fidelidade. Este post, na verdade, a princípio, giraria em torno desse aspecto, mas resolvi discorrer sobre um outro assunto que igualmente me incomoda, e percebi que, na verdade, tudo faz parte de um só tópico: RESPEITO.
Bom, partindo do programa citado do início do post anterior: uma senhora, cujo nome não sei, pois não me detive assistindo à reportagem, foi entrevistada num programa de auditório noturno. Seu feito? Era dona de um (entre vários existentes no país) site de relacionamento para pessoas casadas. Ou seja, é igual aos milhares de sites de relacionamentos que existem por aí, a diferença é que este é voltado exclusivamente para pessoas casadas que procuram amantes igualmente casados, pois assim, ambos tem como encaixar seus horários para encontros. E você precisava ver com que o orgulho a tal senhora se apresentava! Bom, não sou nenhum puritano, longe de mim, mas aí eu me pergunto: onde está o respeito? Sim, porque acredito que quando você se casa com alguém é porque aquela pessoa te faz bem, ou te faz feliz, ou qualquer que seja o motivo, mas deve haver, pelo menos, respeito por aquele com quem você compartilha sua vida. Uma coisa é você encontrar alguém com quem role uma tremenda atração e daí você resolve dar uma puladinha de cerca; outra coisa é você entrar num site exclusivamente para casados com a finalidade de trair seu cônjuge. Se não consegue trepar só com uma pessoa porque se casou? (Aqui vale um passeio pelas proposições expostas no post anterior). Não é muito mais tranqüilo (e seguro) ficar solteiro e pegar quem você tá a fim? Repito que não são falsos pudores de minha parte, mas sim indignação com a enorme falta de respeito para com o próximo. Se o motivo pelo qual se casou é comodismo (ter roupa lavada, comida pronta, casa limpa), pague alguém para fazê-lo. Sai mais barato e lhe dá menos dor de cabeça.
Levando a questão do respeito (ou da falta dele), para outros âmbitos, percebemos como o ser humano perdeu o respeito para com o próximo. Concluo isso pelas observações do dia-a-dia.
Exemplo 1: Uma parada de ônibus em lugares de grande movimento, como portas de shoppings e de escolas: o espaço que a gente tem já é pequeno para dezenas de pessoas que aguardam o ônibus, ainda temos que dividi-lo com vendedores de DVDs piratas com aquele mostruário imenso que mais parece uma videolocadora portátil, com vendedores de guloseimas e de churrasquinho, e muitos, achando pouco, ainda distribuem mesas e cadeiras no exato espaço onde o ônibus para.
Exemplo2: Pessoas ouvindo som no ônibus. Não me refiro a seu som particular nos fones, falo daqueles que não respeitam a pessoa do lado e põem seu forró ou seu axé, ou pior ainda, sua música religiosa, para que todos no ônibus ouçam. Cacete, eu não sou obrigado a ouvir a merda do som que você está ouvindo, então respeita meu direito e ponha um fone de ouvido!
Exemplo 3: Bate papo de internet: As pessoas se acham no direito de invadir sua vida. Tipo, já nas primeiras trocas de palavras , já querem que você passe seu endereço, número de telefone, sua página do orkut, como se a gente pudesse confiar naquela pessoa que está do outro lado do computador. Podem me chamar de grosso quem quiser, mas diante de um pedido desse, eu sou muito claro e respondo: “Meu amigo, eu acho Orkut algo muito pessoal. Não vou te passar porque não conheço você.”.
Esses são apenas três exemplos entre tantos outros, como pessoas se acotovelando na rua sem pedir desculpas, atravessando nossa frente sem pedir licença, pedindo coisas sem utilizar o “por favor”; enfim, coisas que nossas mães nos ensinam quando somos crianças, porque respeito com o próximo a gente aprende em casa.
Bom, partindo do programa citado do início do post anterior: uma senhora, cujo nome não sei, pois não me detive assistindo à reportagem, foi entrevistada num programa de auditório noturno. Seu feito? Era dona de um (entre vários existentes no país) site de relacionamento para pessoas casadas. Ou seja, é igual aos milhares de sites de relacionamentos que existem por aí, a diferença é que este é voltado exclusivamente para pessoas casadas que procuram amantes igualmente casados, pois assim, ambos tem como encaixar seus horários para encontros. E você precisava ver com que o orgulho a tal senhora se apresentava! Bom, não sou nenhum puritano, longe de mim, mas aí eu me pergunto: onde está o respeito? Sim, porque acredito que quando você se casa com alguém é porque aquela pessoa te faz bem, ou te faz feliz, ou qualquer que seja o motivo, mas deve haver, pelo menos, respeito por aquele com quem você compartilha sua vida. Uma coisa é você encontrar alguém com quem role uma tremenda atração e daí você resolve dar uma puladinha de cerca; outra coisa é você entrar num site exclusivamente para casados com a finalidade de trair seu cônjuge. Se não consegue trepar só com uma pessoa porque se casou? (Aqui vale um passeio pelas proposições expostas no post anterior). Não é muito mais tranqüilo (e seguro) ficar solteiro e pegar quem você tá a fim? Repito que não são falsos pudores de minha parte, mas sim indignação com a enorme falta de respeito para com o próximo. Se o motivo pelo qual se casou é comodismo (ter roupa lavada, comida pronta, casa limpa), pague alguém para fazê-lo. Sai mais barato e lhe dá menos dor de cabeça.
Levando a questão do respeito (ou da falta dele), para outros âmbitos, percebemos como o ser humano perdeu o respeito para com o próximo. Concluo isso pelas observações do dia-a-dia.
Exemplo 1: Uma parada de ônibus em lugares de grande movimento, como portas de shoppings e de escolas: o espaço que a gente tem já é pequeno para dezenas de pessoas que aguardam o ônibus, ainda temos que dividi-lo com vendedores de DVDs piratas com aquele mostruário imenso que mais parece uma videolocadora portátil, com vendedores de guloseimas e de churrasquinho, e muitos, achando pouco, ainda distribuem mesas e cadeiras no exato espaço onde o ônibus para.
Exemplo2: Pessoas ouvindo som no ônibus. Não me refiro a seu som particular nos fones, falo daqueles que não respeitam a pessoa do lado e põem seu forró ou seu axé, ou pior ainda, sua música religiosa, para que todos no ônibus ouçam. Cacete, eu não sou obrigado a ouvir a merda do som que você está ouvindo, então respeita meu direito e ponha um fone de ouvido!
Exemplo 3: Bate papo de internet: As pessoas se acham no direito de invadir sua vida. Tipo, já nas primeiras trocas de palavras , já querem que você passe seu endereço, número de telefone, sua página do orkut, como se a gente pudesse confiar naquela pessoa que está do outro lado do computador. Podem me chamar de grosso quem quiser, mas diante de um pedido desse, eu sou muito claro e respondo: “Meu amigo, eu acho Orkut algo muito pessoal. Não vou te passar porque não conheço você.”.
Esses são apenas três exemplos entre tantos outros, como pessoas se acotovelando na rua sem pedir desculpas, atravessando nossa frente sem pedir licença, pedindo coisas sem utilizar o “por favor”; enfim, coisas que nossas mães nos ensinam quando somos crianças, porque respeito com o próximo a gente aprende em casa.
sexta-feira, 29 de julho de 2011
A REINVENÇÃO DO AMOR
Recentemente eu estava refletindo a respeito de casamento/fidelidade, a partir de uma reportagem que vi na TV (assunto sobre o qual pretendo escrever num próximo post), quando me lembrei que já havia falado sobre a relação amor/casamento. Foi um arquivo que escrevi na faculdade e que foi publicado no Caderno Cultural do Jornal de Natal , em 04 de novembro de 2002.
Segue o artigo:
O amor é uma fraude. É. Aquele amor romântico cantado pelas vozes do mundo inteiro, meloso, arrebatador, sublime; aquele amor pelo qual se mataram Romeu e Julieta, Werther, Mariana (o terceiro vértice do triangulo de “Amor de Perdição”); aquele amor pelo qual choraram os escritores românticos, com o qual sonhavam as burguesinhas mergulhadas em tais fantasias...
O amor foi um artifício inventado para dar sentido à vida (falo do amor romântico, não daquele genuíno mãe-filho). É claro. Com que as pessoas sonhariam se não com o amor? Sem ele, como iríamos passar a vida esperando pelo Príncipe do Cavalo Branco? Já perceberam como as pessoas se frustram quando estamos sozinhos (e mais ainda, quando estamos sozinhos e bem)? Há coisa mais chata que festa de família com toda aquela tiarada perguntando pela namorada, “por que você está sozinho?”, “não vai arranjar namorada?” Parece que todos nós nascemos com o dever hereditário de encontrar alguém para casar, para viver feliz o resto da vida. Sim, porque, apesar de estarmos num mundo que se diz moderno, as pessoas ainda ficam estarrecidas quando um casal se separa, parece o fim dos tempos.
No filme “Eclipse de uma Paixão”, de Agnieska Holland, Arthur Rimbaud fala para seu amigo recente (e futuro amante), Paul Verlaine: “O que quer que mantenha famílias e casais juntos não é amor. É imbecilidade, egoísmo ou medo. O amor não existe. (...) existe interesse pessoal, ligação baseada em proveito pessoal. Existe prazer, mas não amor. O amor deve ser reinventado.”
Os poetas criaram o amor para generalizar uma infinidade de sentimentos nem sempre distintos. Se existisse amor entre casais, por que há separação depois de anos de convivência? O amor acabou? Não, nunca houve amor. Duas pessoas não se casam por amor. Casam-se por paixão, atração sexual, interesse, carência física ou emocional, afeição, conveniência, comodismo, para dar satisfação à sociedade, por medo da solidão ou por motivos diversos.
Se Goethe tivesse dado um outro final a Werther? Ele teria amado Carlota para sempre? Ou teria se cansado dela, depois de uns meses, uns anos de convivência a dois? Se Shakespeare tivesse poupado a vida de Romeu e Julieta, aquela paixão impulsiva e inconsequente teria se transformado em amor?, ou teria Julieta trocado Romeu por um cavalheiro mais bonito, mais sedutor ou mais emocionalmente equilibrado?
Dores de amor, recusas, relacionamentos proibidos... “O que é insuportável é que não há nada insuportável!”... Sábio Rimbaud... Ele estava certo desde aquela época: o amor precisa mesmo ser reinventado.

Segue o artigo:
O amor é uma fraude. É. Aquele amor romântico cantado pelas vozes do mundo inteiro, meloso, arrebatador, sublime; aquele amor pelo qual se mataram Romeu e Julieta, Werther, Mariana (o terceiro vértice do triangulo de “Amor de Perdição”); aquele amor pelo qual choraram os escritores românticos, com o qual sonhavam as burguesinhas mergulhadas em tais fantasias...
O amor foi um artifício inventado para dar sentido à vida (falo do amor romântico, não daquele genuíno mãe-filho). É claro. Com que as pessoas sonhariam se não com o amor? Sem ele, como iríamos passar a vida esperando pelo Príncipe do Cavalo Branco? Já perceberam como as pessoas se frustram quando estamos sozinhos (e mais ainda, quando estamos sozinhos e bem)? Há coisa mais chata que festa de família com toda aquela tiarada perguntando pela namorada, “por que você está sozinho?”, “não vai arranjar namorada?” Parece que todos nós nascemos com o dever hereditário de encontrar alguém para casar, para viver feliz o resto da vida. Sim, porque, apesar de estarmos num mundo que se diz moderno, as pessoas ainda ficam estarrecidas quando um casal se separa, parece o fim dos tempos.
No filme “Eclipse de uma Paixão”, de Agnieska Holland, Arthur Rimbaud fala para seu amigo recente (e futuro amante), Paul Verlaine: “O que quer que mantenha famílias e casais juntos não é amor. É imbecilidade, egoísmo ou medo. O amor não existe. (...) existe interesse pessoal, ligação baseada em proveito pessoal. Existe prazer, mas não amor. O amor deve ser reinventado.”
Os poetas criaram o amor para generalizar uma infinidade de sentimentos nem sempre distintos. Se existisse amor entre casais, por que há separação depois de anos de convivência? O amor acabou? Não, nunca houve amor. Duas pessoas não se casam por amor. Casam-se por paixão, atração sexual, interesse, carência física ou emocional, afeição, conveniência, comodismo, para dar satisfação à sociedade, por medo da solidão ou por motivos diversos.
Se Goethe tivesse dado um outro final a Werther? Ele teria amado Carlota para sempre? Ou teria se cansado dela, depois de uns meses, uns anos de convivência a dois? Se Shakespeare tivesse poupado a vida de Romeu e Julieta, aquela paixão impulsiva e inconsequente teria se transformado em amor?, ou teria Julieta trocado Romeu por um cavalheiro mais bonito, mais sedutor ou mais emocionalmente equilibrado?
Dores de amor, recusas, relacionamentos proibidos... “O que é insuportável é que não há nada insuportável!”... Sábio Rimbaud... Ele estava certo desde aquela época: o amor precisa mesmo ser reinventado.

sábado, 16 de julho de 2011
SAUDEK
Esse post é meio que um complemento do post anterior. Eu já tinha visto um pouco do trabalho de Jan Saudek, fotógrafo tcheco, como pesquisa para a realização de um trabalho pessoal. Recentemente, folheando um livro a seu respeito, resolvi procurar saber mais sobre ele, e fiquei fascinado com sua obra, que se inicia nos anos 50.
O mais fasciante, além do tratamento das imagens, é a naturalidade com que o corpo humano é mostrado (assunto do post anterior). Não aqueles corpos de plástico que a estética social prega nos dias de hoje, mas corpos reais, HUMANOS.
Seguem um breve resumo sobre Saudek e algumas de suas imagens:
"Jan Saudek nasceu em Praga em 1935. Quando muito jovem, ele e um irmão estiveram colocados num campo de concentração nazi e donde só por sorte conseguiram escapar às experiâncias de Josef Mengele. Saudek, que usa a fotografia como forma de expressão, foi um dos primeiros fotógrafos checos a ser conhecido no ocidente, o que lhe valeu a suspeita do governo checo até aos anos 80. As suas fotografias, inicialmente a preto e branco e, mais tarde, a cores, giram em torno da sexualidade e da relação entre homens e mulheres, velhice e juventude, vestuário e nudez. Em geral, adopta uma abordagem antagonista para alcançar poderosos efeitos pictóricos. Sem artifícios, a fotografia de Saudek penetra na plenitude da vida. A sua linguagem directa foi rápida e vivamente aclamada no mundo da arte."










No site oficial do artista (http://www.saudek.com/), há uma vasta galeria. Alguns trabalhos são mostrados em sequênicas de fotos. A que mais me emocionou foi a postada abaixo, intitulada "Where have all the flowers gone..."
sexta-feira, 20 de maio de 2011
O Corpo e a Nudez
O post em questão é, antes de tudo, uma autodefesa. Depois de muito ser taxado de pornógrafo, tarado e similares, resolvi falar sobre a fascinação que o corpo humano exerce sobre mim. Todos esses termos de que me acusam são errados, até mesmo no aspecto etimológico.
Lembro que, desde criança, eu já achava interessante o corpo humano, tanto que, por volta dos 6-7 anos, folheando um catálogo de vendas de livros pelos correios (naquela época não havia compras pela internet, nem internet havia), fiquei interessado num livro que ensinava a desenhar nus artísticos (sempre gostei de desenhar, desde a mais tenra idade), e fiquei eufórico em poder aprender a desenhar o corpo humano com suas curvas e texturas. Bom, não precisa falar que não me compraram o livro. O que não me fez perder a admiração pelo corpo humano.
Hoje, quando, na verdade, me taxam de pornógrafo, é porque consigo ver a beleza impressa no corpo humano. E quando falo em corpo humano, falo HUMANO mesmo, não aquelas bonecas industrializadas em que as pessoas têm se transformado: medidas perfeitas, milimetricamente obtidas nas mesas de cirurgia; aquela coisa quase mórbida dos ossos apontado sob a pele. Magros, gordos, altos, baixos, negros, brancos, índios, sem distinção, o corpo humano possui matizes cromáticas, variações de texturas, de perfumes (frescor, suor...), de temperaturas, de timbres de vozes, de dentes, de expressões, de gestos triviais, como a maneira de piscar os olhos ou erguer as sobrancelhas, de sorrir, de respirar.
O fato de filmes pornográficos me interessarem não é só pela situação sexual. É também pela admiração pelo corpo humano, formas, cores, as infinitas maneiras da utilização do corpo. Eu não curto filmes pornôs de forma generalizada. Eu me interesso pelos atuadores, pela situação encenada, me interesso por estilos de filmes, cada diretor, cada produtora tem suas características específicas, e só quem nunca parou para prestar atenção é que abre a boca para dizer: “Filme pornô é tudo igual.” Não é! Só diz isso quem nunca viu um filme realizado com uma boa produção.
Um das maiores personalidades do teatro brasileiro, Zé Celso Martinez Correa, fundador do Teatro Oficina, com o qual tive a imensa honra de trabalhar, no programa do espetáculo “Os Sertões - Homem II”, depõe: “Há 47 anos de profissão dou entrevista sobre porque eu “exploro” o nudismo. Tenho que explicar o mar. É o figurino mais belo do Teatro, (...), a inocência dos índios brasileiros já sabia disso.”
"As Bacantes" : montagem que se tornou marco do teatro brasileiro contemporâneo, realizada pelo Teatro Oficina nos anos 90.Os pintores que fugiram do Academicismo/ Classicismo não só celebram o corpo humano em sua naturalidade, destituído da aura de divindade esculpida, como propuseram reestruturações que, para os mais despreparados, podem parecer bizarras, absurdas, mas que é igualmente fascinante: Pablo Picasso o geometrizou no Cubismo; Francis Bacon o desconstrói e o vira do avesso; Lucien Freud o mostra numa naturalidade quase animalesca; Fernando Botero faz sua crítica social utilizando-se de personagens rotundos. Todas essas são visões tão fascinantes quanto as cheinhas de Peter Paul Rubens e as divindades humanas de Adolphe William Bouguereau.
As cheinhas de P.P.Rubens, padrão de beleza do século XVII.
O corpo cubista, por Pablo Picasso.
Francis Bacon e a desestruturação do corpo.


Francis bacon
Lucien Freud e a naturalidade do corpo.



"O Casal Arnolfini", Jan van Eyck, século XV.
Versão de Fernando Botero para "O Casal Arnolfini."
Versão de Fernando Botero para a Mona Lisa.
Lucien Freud e a naturalidade do corpo.


"O Casal Arnolfini", Jan van Eyck, século XV.
Versão de Fernando Botero para "O Casal Arnolfini."
Versão de Fernando Botero para a Mona Lisa.A consciência da perda do viço.
Egon Schiele e a distorção anatômica.
A concepção artística do século XX nos trouxe contestadores como Robert Mapplethorpe, cujo trabalho, extremamente fascinante, e que foi inúmeras vezes alvo de incompreensão, critica a hipocrisia da sociedade frente ao corpo despido. Como já citou Joãozinho Trinta num de seus carnavais na Beija-flor: “Todo mundo nasceu nu.” E o corpo nu deve ser tratado com tanta naturalidade quanto o corpo vestido. Claro, que não é por causa disso que iremos sair por aí como se vivêssemos numa colônia de naturismo, sou complemante a favor do bom senso, cada coisa em seu lugar. Refiro-me àquele tipo de pessoa que não pode ver um peitinho de fora na TV que vai logo condenando a espécie humana à eternidade no fogo do inferno. Também devemos saber separar espontaneidade de putaria. Uma coisa são visões com as de Mapplethorpe, de Egon Schiele, de Gustav Klimt. Outra coisa é a depravação moral que prega certos produtos sociais (“Abre as pernas, mete a língua/ Já viu como é que faz /Tira a camisa, bota-tira, entra e sai”), como letras de funk, e a utilização do corpo como produto de consumo, vide as mulheres frutas (tem até um desafio agora para ver quem consegue retirar o celular do meio das nádegas de uma dessas frutas do momento).
Isso vai de encontro a tudo que escrevi até agora. É a visão totalmente oposta da naturalização da nudez, isso é depravação moral. A humanidade foi construída por mentes e idéias e não por amontoados de carne pendurados em ganchos de açougue.
Egon Schiele e a distorção anatômica.Tela que chocou a burguesia no século XIX.
A concepção artística do século XX nos trouxe contestadores como Robert Mapplethorpe, cujo trabalho, extremamente fascinante, e que foi inúmeras vezes alvo de incompreensão, critica a hipocrisia da sociedade frente ao corpo despido. Como já citou Joãozinho Trinta num de seus carnavais na Beija-flor: “Todo mundo nasceu nu.” E o corpo nu deve ser tratado com tanta naturalidade quanto o corpo vestido. Claro, que não é por causa disso que iremos sair por aí como se vivêssemos numa colônia de naturismo, sou complemante a favor do bom senso, cada coisa em seu lugar. Refiro-me àquele tipo de pessoa que não pode ver um peitinho de fora na TV que vai logo condenando a espécie humana à eternidade no fogo do inferno. Também devemos saber separar espontaneidade de putaria. Uma coisa são visões com as de Mapplethorpe, de Egon Schiele, de Gustav Klimt. Outra coisa é a depravação moral que prega certos produtos sociais (“Abre as pernas, mete a língua/ Já viu como é que faz /Tira a camisa, bota-tira, entra e sai”), como letras de funk, e a utilização do corpo como produto de consumo, vide as mulheres frutas (tem até um desafio agora para ver quem consegue retirar o celular do meio das nádegas de uma dessas frutas do momento).
Isso vai de encontro a tudo que escrevi até agora. É a visão totalmente oposta da naturalização da nudez, isso é depravação moral. A humanidade foi construída por mentes e idéias e não por amontoados de carne pendurados em ganchos de açougue.
terça-feira, 17 de maio de 2011
Gaga Gagá
A sensação dos blogs de atualidades semana passada foi o novo clip da Lady Gaga, que vazou na rede (vazou, sei!, ela não tem assessoria de marketing por acaso): o tal de “Judas”. No vídeo, a performer (me recuso a chamá-la de cantora) faz coraçãozinho com as mãos (trash!), sensualiza com motocilclistas (motoqueiro é quem conserta motos), numa metáfora pós-contemporânea, segunda ela, dos cafajestes que traem as mulheres (daí a comparação com Judas) e elas continuam amando-o (como podemos ver, a metáfora pára por aí). Ela encarna uma Maria Madalena dona da situação, e novamente, segundo a própria, para mostrar o poder da mulher frente à sociedade e, óbvio, ao homem.
Bom, não precisa falar que causou escândalo na mídia. Mas claro que era a intenção. Porque quem não tem talento, tem que chamar atenção de alguma maneira, para que alguém se interesse em ouvir aquilo que ela chama de música. Sim, porque aquilo é péssimo. Voz ela não tem, senão não precisaria de tantos programas para distorcê-la; letra, menos ainda; e a melodia é sempre um poperô barato que gruda na cabeça da gente feito chiclete ploc na calçada sob o sol. Não me atrevo a chamá-la de cantora. Ela é uma performer, que faz aparições grotescas, que encarna personagens bizarros que nada condizem com o que ela profere em suas letras absurdas (gente o que é aquele “ale, ale, ale/ ale, alejandro!”?). Vestido de carne, cara de alienígena, apresentações em que ela finge automutilação e se esvai em sangue são atuações mais próximas de um estilo Marilyn Manson ( o antigo, porque o recente também se rendeu ao poperô à la Fábio Júnior e agora canta uma coisa cujo refrão diz: “Don't break, don't break my heart/ And I won’t break your heart-shapped glasses.” Duh!) Sem falar, que a jovem é um mosaico de tudo o que já foi feito no pop das últimas décadas, principalmente de Madonna, a quem ela copia abertamente e ainda tem a audácia de dizer que Madonna não é referência para seu trabalho (“Aham, senta lá Cláudia!”).
Resumindo, não vale a pena nem perder muito tempo com ela, por isso o post foi bem curto. Só resolvi escrever porque essa comoção pública em relação ao “Judas” me incomodou. Numa época em que o que se vê em galerias de artes são telas ovais com flores de pano de prato pintadas, ou podres imitações toscas das idéias de Jackson Pollock (ou seja, tinta acrílica jogada a esmo, sem um mínimo de conceito), Lady Gaga só comove mesmo a massa superficial sem referência alguma sobre música, arte ou contestação.
P.S. Para quem quer saber mesmo o que é crítica social/religiosa, sugiro conhecer a obra de cineastas como Pier Paolo Pasolini e Luís Buñuel.

O único registro interessante que já surgiu dela
(visualmente falando, porque musicalmente ela ainda não fez.)
segunda-feira, 14 de fevereiro de 2011
DESGOSTO




Que desgosto este meu
Que me faz não viver
E penetra no meu poço fundo
E ainda raspa no fundo um resto que sobra de meu.
Que desgosto este meu
Que me veste de noite
Me cobre na noite,
me deixa tão negra
Brilhando na noite de prantos que colhem
Do mundo que sou.
Meu mundo calado,
de muito magoado.
Que desgosto este meu
Que me cobre em cansaços,
Desfeitos pedaços de sonhos tão meus.
Meu mundo calado, de muito magoado.
Que desgosto este meu.
Meu mundo calado, de muito magoado.
Que desgosto este meu.
A canção conheço na voz de Simone ( e lá vai início dos anos 80), mas não sei que é o autor da letra.
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